terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Nosso primeiro giro food & wine filmes do ano.



As férias acabaram e já estava mas que na hora que retomar as postagens por aqui, começando com alguns filmes bacanas que estão na mídia, mas não nos cinemas. Alguns deles podem ser adquiridos no iTunes, Amazon ou vistos na Netflix como é o caso da série baseada no livro do Michael Pollan, do qual já falamos aqui no blog. São produções rodadas na Alemanha, EUA e França, dois documentário e duas boas ficções. 


"Saint Amour" de Benoît Delépine e Gustave Kervern (França, 2016), trata-se de um road-movie no melhor estilo "Sideways" (EUA, 2004), desta vez por estradas e vinhedos da França dentro de um táxi. O filme que conta com o versátil Gérard Depardieu ("Vatel", Reino Unido/ França/Bélgica, 1999) ator francês que hoje vive na Rússia, dono de vinhedos e restaurantes no seu país de origem e um grande consumidor de vinho, não pelo seu tamanho mas pela afirmação que deu sobre sorver mais que uma dezena de garrafas de vinho num único dia sem problemas e o comediante belga Benoît Poelvoorde ("Românticos Anonimos", França/Bélgica, 2010) é mais uma oportunidade de enveredar pelo mundo dos vinhos dessa vez os "grand crus" franceses. Com previsão de estreia na França para março deste ano a comédia conta a história de um pai que tenta fazer com que o filho se interesse pelo ramo agropecuário no qual o pai atua, enquanto o filho só se interessa por vinhos e mulheres.



Novidades para 2016, o segundo filme documentário do diretor Jason Wise e da equipe que produziu SOMM, o aplaudido documentário por detrás da missão de quatro indivíduos que estudam para passar de uma das provas mais difíceis que você já ouviu falar, vem a continuação: "Somm: Into the Bottle" (EUA, 2015). Os espectadores são levados para além da prova e vão para dentro da garrafa de vinho. Os mais famosos viticultores e sommeliers do mundo revelarão o que faz do vinho o elixir mais atraente, uma bebida que está entrelaçada com a história da humanidade. "Somm: Into the Bottle" traz aos espectadores uma visão rara e nunca antes vista do interior do mundo de famosos e cultos viticultores como Jean Louis Chave, Aubert Villaine (Romanée-Conti) e Robert Mondavi. Os espectadores poderão ver algumas das garrafas mais antigas de vinho serem abertas; em alguns casos, menos de uma dúzia ainda existe no mundo. A história, as safras e a magia desses garrafas são debatidas pelos melhores do ramo. O filme também trata o vinho em seu vínculo com política, prazer, guerra, desastres naturais, religião e a velha questão: "Uma garrafa pode valer milhares de dólares ou é apenas coisa de mercado?" Um dos filmes mais ambiciosos no assunto, mostra a você que o mundo do vinho é quase infinito e que é quase impossível saciar a sede por conhecimento. Então sente-se confortavelmente e abra uma garrafa enquanto o levamos para dentro dela. (Já disponível para compra no iTunes)



Já esta série dispensa apresentações para quem conhece o nome Michael Pollan. "Cooked" (EUA, 2016) que estreou na última sexta-feira no Netflix é baseado no livro do jornalista norte-americano Michael Pollan que ficou mais conhecido do público brasileiro ao participar da FLIP de 2014. A série inspirada no livro "Cozinhar, Uma História Natural da Transformação" (lançado no Brasil em 2014 pela editora Intrínseca) é dividida em quatro capítulos: água, terra, fogo e ar. Com essa obra (livro e série) o autor pretende chamar atenção das pessoas sobre o que estão comendo, utilizando a prática que ele chama de "cozinhar do zero" Pollan alerta sobre a importância de conhecermos a origem do alimentos dentro da cadeia produtiva atual, como são processados, de onde e como chegam até nós. Imperdível, li o livro e recomendo o documentário.



"Anleitung zum Unglücklichsein" filme de Sherry Hormann (Alemanha, 2012) que mistura drama e comédia, em português recebeu o título de "À procura da infelicidade" é baseado no best-seller homônimo de Paul Watzlawick. O filme traz a história de Tiffany Blechschmid uma mulher bonita e neurótica, sonhadora, supersticiosa, contraditória e única. Não se admire se encontrar em sua Delicatessen em Berlim, biscoitos caseiros da sorte embora ela mesma não acredite e desconfia da sorte. Afinal, até agora para ela toda felicidade tem sido seguida de desastres em sua vida. Mas o que significa felicidade? Por que todo mundo está tão louco por ela? O que o amor tem a ver com sorte? Entre biscoitos, pães, queijos, salames, chás, pequenas refeiçoes, o som de pianos, o barulho de um tucano de estimação e os diágolos com a mãe morta, a trama se desenrola e faz do filme cotidiano e despretensioso, divertido à moda alemã. Eu assisiti e gostei.



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