quarta-feira, 22 de julho de 2015

Porque comer é uma viagem!

(Esta blogueira com a mão na massa - Fotos: Rogério Oliveira)

O blog ficou uns dias sem atualização porque a blogueira e aspirante a cozinheira tirou uns dias de férias e aproveitou para matar a saudade da comidinha da mãe, o trivial e delicioso feijão com arroz da D. Albertina. Mas a viagem gastronômica foi além, uma tarde de caldinhos: de mandioquinha e de ervilha com bacon, acompanhado de uma garrafa de vinho que tomei sozinha. Sim! Porque eu cozinho com vinho, mas não ponho, necessariamente, na comida.

Aproveitei a estada em minha cidade natal para encontrar um grupo de estudantes de turismo do projeto Crescer, onde discutimos turismo de experiência e gastronomia, momento em que me comprometi a preparar aqui em casa uma tarte tatin de caqui, fruta da qual Mogi das Cruzes é a maior produtora do país, em homenagem a eles que me receberam de forma tão acolhedora para um bate papo muito bacana.

Depois do domingo com quase toda a família em Mogi das Cruzes seguimos para Selesopólis, onde nasce o maior rio de São Paulo, o rio Tietê, onde a água é limpa e potável. Depois do passeio pelo Parque Nascentes do Tiête seguimos para um cafezinho com bolo de fubá cremoso... uma delícia. De volta a Mogi fomos visitar uma amiga querida e matar a saudade da melhor traíra preparada no país, sem exageros o Rancho da Traíra, situado em Mogi das Cruzes, mas precisamente vizinho da casa onde morei por mais de quinze anos, tem fama nacional e atraí gente de toda a parte que vai até lá para provar as delícias que o local oferece. O carro chefe traíra empanada sem espinhos, além de camarões em diversos preparos, rã à milanesa, risotos, saladas e sobremesas, tudo bem cuidado e supersionado de perto pela querida Sibélia e família. Uma história de sucesso que começou a cerca de 25 anos atrás e que logo terá um post exclusivo aqui no blog.

(Pratos do Rancho Traíra - Fotos: Meg Mamede)

No dia seguinte seguimos para o sul de Minas, mas precisamente a região conhecida por Serras Verdes, fomos para a pequena e tranquila São Sebastião da Bela Vista a 30 km de Pouso Alegre, onde entre outras coisas nos deliciamos com o preparo de uma galinha caipira à moda da tia Marlene e um suculento pirão de peixe feito pela tia Ivone, além das quintadas diárias aquelas mesas de café da manhã ou da tarde repletas de queijos, leite puro entregue em casa, bolos, geléias e outras delícias da região. Depois de três dias seguimos para Monte Verde, distrito de Camanducaia, cujo ponto mais alto atinge os 2.083 metros acima do mar, o ar é maravilhosamente puro e o clima ameno ao longo de todo o ano. Eu estive em Monte Verde no meu aniversário de 21 anos, já faz muitos anos, mas fiquei tão encantada quanto da primeira vez e moraria lá sem hesitar. Durante a curta estada, pois já estávamos retornando para São Paulo, provamos trutas com amêndoas e medalhão ao molho madeira do restaurante Mamma Tera as trutas, peixe comum na região, estavam divinas, terminado o almoço fomos tomar um café e provar o apfelstrudel com sorvete artesanal de nata da Casa do Strudel na avenida principal de Monte Verde, onde as fornadas têm hora marcada. Voltamos para Mogi com queijos, doces e outros mimos.

(Pratos degustados em Monte Verde, Camanducaia-MG - Fotos: Meg Mamede)

No penúltimo dia de férias estivemos no bairro paulistano de Pinheiros para conhecer a cozinha contemporânea e de fusão do restaurante polonês (que oferece em seu cardápio pratos de outros países do leste europeu também), o Restaurante Maria Escaleira do chef polonês Andrzej Wica e de sua simpática esposa Vanessa, onde cometemos o pecado da gula e nos deliciamos com o cardápio e a linda decoração do local (artes polonesas para cartazes de clássicos do cinema mundial).  Para a entrada pedimos: Langos Bread - Pãezinhos húngaros servidos com geléia de cebola roxa e creme de queijo com alho e Placki Ziemniaczane - Bolinhos de batata crocantes, servidos com creme de queijo com alho, seguidos de três pratos principais: Pierogis recheados com salmão e creme de batatas com ervas, coberto com endro e manteiga, Stroganoff - Estrogonofe russo servido com arroz e purê de batata ao gergelim e Goulash Húngaro - Picadinho de carne bovina cozida com legumes, servido com arroz, para fechar com chave de ouro pedimos duas sobremesas: Piernik - Bolo de mel, com recheio de doce de damasco e cobertura de chocolate e um Pavê de graviola, tudo acampanhado de vinho pinot noir para mim e a cerveja alemã Paulaner para o maridão. Eu recomendo!

(Pratos do restaurante Maria Escaleira - Fotos: Meg Mamede)

Para terminar, no domingo nosso último dia na casa da família, eu e minha sogra preparamos um nhoque de batatas com molho à bolonhesa para um batalhão, ficou delicioso e todo mundo adorou, aliás minha mãe e minha irmã sempre gostaram do nhoque que eu preparo há umas três decadas.

Depois de tudo isso já era hora de voltar para fria Curitiba, mas quem acha que a comilança acabou se engana, na próxima terça 28 teremos o segundo Encontro Gastronômico "Sabores do Inverno" promovido pela Casa da Cultura Polônia Brasil com curadoria desta blogueira. Então fique atento que os comentários, receitas e histórias dos pratos que degustamos durante nossa viagem em breve serão postados aqui no blog.

Bem, mas agora as férias acabaram e é hora de preparar o jantar... vou indo!


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