sexta-feira, 5 de junho de 2015

Nossa biblioteca gastronômica tem novos títulos.

(Parte da biblioteca gastronômica da Meg Mamede - Foto: Meg Mamede)

É isso aí... Ler nunca é demais, além do que, não engorda! É fato que o brasileiro lê pouco se comparado a outros países, mas uma das coisas que contribui para isso é o preço das publicações, em especial materiais que contém fotos (como é o caso dos livros de culinária) ou com uma proposta editorial diferenciada. Porém o problema maior que vejo em nosso país é o analfabetismo funcional, gente que lê e não entende o enunciado, daí é claro que não gosta da leitura, não apreende nada e tão pouco chega à fruição. Há anos atrás vi uma iniciativa do cartunista Ziraldo, na qual ele sugeria a inclusão de um livro junto da cesta básica distribuída pelas empresas aos funcionários, achei fantástica a proposta de alimentar mais que o estômago, porém nunca soube se essa prática foi adotada por alguma empresa no país.

Minha relação com os livros vem de longa data e por conta da minha formação mais que gostar de ler, acabei me tornando uma colecionista.  Adoro estar rodeada por eles enquanto escrevo no meu pequeno home office, consultá-los quando tenho alguma dúvida, levá-los para cama e sentir o cheiro do livro enquanto viro suas páginas. É claro que em tempos de pensar o desmatamento e seu impacto para o meio ambiente, talvez a melhor opção sejam os e-books e similares, porém eu ainda não me adaptei a esse tipo de leitura e raramente consigo ler um livro inteiro em outros suportes que não o papel.

A leitura faz parte do aprendizado e mais que ir para cozinha botar a mão na massa, assistir às aulas práticas do curso que faço, ver vídeos, participar de eventos do segmento, ler me ajuda a compreender conceitos e terminologias, a conhecer a história e a importância da alimentação para o homem ao longo dos tempos, fechando um ciclo de conhecimento que parte do empirismo para comprovação. Desta forma, me sinto mais preparada para escrever um artigo para o blog ou elaborar um prato por primeira vez.

Ler faz toda diferença!


Nesta semana nossa biblioteca receberá as seguintes publicações:


Livro: Comida como Cultura de autoria de Massimo Montanari, Editora Senac-São Paulo.

A comida é expressão da cultura não só quando produzida, mas também quando preparada e consumida. Segundo Montanari, as pessoas não utilizam apenas o que é oferecido pela natureza, mas criam alimentos, preparam-nos seguindo técnicas e não comem qualquer coisa, escolhendo o que lhes convém conforme critérios também culturais. Esse livro é essencial para quem busca compreender esse ser social, cuja identidade é resultado do entrecruzamento desenvolvido ao longo da história.





Livro: Em defesa da Comida de autoria de Michael Pollan, Editora Intrínseca.

Neste manifesto a favor de uma alimentação de verdade, Michael Pollan nos prova que, em vez de alimentos, somos levados a ingerir 'substâncias comestíveis parecidas com comida'. O autor denuncia as razões para nossa alimentação se basear em produtos processados colocados à disposição de acordo com as prioridades da agroindústria e da indústria alimentícia, e conforme os dogmas da ciência da nutrição. Pollan investiga também os motivos de a maior parte dos alimentos da dieta ocidental ser comercializada com destaque de seus benefícios à saúde. Hoje os comestíveis anunciam 'vitaminas', 'baixo teor de gordura' ou 'enriquecimento' com ômega-3, ferro, magnésio, soja - e uma série de elementos pretensamente saudáveis, que variam conforme campanhas de marketing fundamentadas em diretrizes econômicas e/ou governamentais. 'Em defesa da comida' ressalta que esse deve ser o primeiro sinal de alerta. Afinal, quatro das dez principais causas de morte na atualidade são doenças crônicas ligadas à alimentação - distúrbios coronarianos, diabetes, AVC e câncer.


Livro: A Fisiologia do Gosto de Jean-Anthelme Brillat-Savarin, Editora Companhia das Letras.

A fisiologia do gosto, verdadeira certidão de nascimento da gastronomia, é um clássico escrito para paladares delicados e desapressados. Não é obra para quem quer matar a fome, literal ou de saber, mas para quem se delicia com petiscos fugazes, sente um prazer quase espiritual ao folhear as páginas amareladas de um velho caderno de receitas manuscritas e é capaz de evocar o clima de uma época em que se preparava uma perna de vitela com três pombos velhos e vinte e cinco lagostins. Para Roland Barthes, trata-se de um livro paradoxal, "pois o que se exprime pela elegância do estilo, do tom mundano das anedotas e da futilidade graciosa das descrições é a grande aventura do desejo".



*** 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Recebemos seu comentário logo ele será publicado. Obrigada pela visita!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...