segunda-feira, 18 de maio de 2015

Se só cinema já é bom, imagine unido à comida!



Nosso giro food film voltou depois de alguns dias de descanso, não vencemos comentar todos os filmes que listamos em “Filmes que são uma delícia”, a lista cresce dia após dia, parece que produtores, diretores e interessados em temas que envolvem a alimentação estão unidos na intenção de esclarecer, protestar, informar, divertir e muitas vezes nos deixar com água na boca com longas, médias e curtas-metragens. 

Nos últimos anos essas produções ganharam o mundo, porém ainda não chegam ao circuito comercial brasileiro, o lobby ainda gira em torno dos blockbusters, as mayors ainda dominam a distribuição e com isso muita coisa boa, em especial produções independentes, vão somente para festivais de cinema e não são distribuídas por aqui. 

A boa notícia é que importantes festivais como: Culinary Zinema: Cine y Gastronomía (San Sebastian, Espanha), Tóquio Gohan Film Festival (Tóquio, Japão), Slow Filme: Festival Internacional de Cinema e Alimentação (Pirenólis, Brasil); Food Film Festival - Cinema & Cibo (Bergamo, Itália), Food for Real Film Festival (Liverpool, Inglaterra), Kuchnia + Food Film Fest (Varsóvia, Polônia), Food Film Festival – Amsterdan (Amsterdan, Holanda), Culinary Cinema - Berlinale (Berlin, Alemanha), Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (São Paulo, Brasil), NYC Food Film Festival (várias cidades dos EUA), Douro Film Harvest (Porto e região do Douro, Portugal) e outros não citados aqui, percebendo o crescimento do setor já incluem essas produções em sua programação e alguns desses festivais foram criados especialmente para atender a oferta dos chamados Food e Wine Films categorias que abordam toda a cadeia alimentar desde as questões da terra, passando pela força de trabalho empregada nessas produções, por questões de saúde como obesidade e uso de pesticidas e agrotóxicos, os OMG’s, as biografias de grandes nomes da culinária mundial, o resgate da memória de restaurantes, alimentos e modos de preparo tradicionais, a seca e a fome, além de outros itens diretamente ligados à alimentação.

Por isso nosso blog optou por não trazer somente receitinhas e pratos bonitos, nós queremos trazer informações que saciam a fome de saber para alimentar a mente e a alma, afinal “a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”.

Então, passemos ao menu de filmes da semana e bom apetite!




“Bobule” (Grapes) de Tomáš Barina (República Checa, 2007) é uma comédia de verão que nos leva à deslumbrante paisagem da Morávia rural, onde dois amigos, pequenos vigaristas da cidade, pensam passar férias idílicas, tomando conta da vinha do avô de um deles. Petty e Honza precisam desesperadamente de umas férias, ajudando a realizar o sonho do avô doente em uma grande viagem, eles se oferecem para cuidar da vinha deste último durante sua ausência. Honza antecipa uma estadia relaxante na ensolarada Moravia com vinho, mulheres, e seu amigo, o mulherengo Jirka. Afinal, o que pode dar errado em dez dias? Claro que as coisas saem de forma diferente do que o previsto e os nossos dois heróis se vêm enredados por uma série de situações embaraçosas. "Bobule" ganhou o Reel Award de Ouro de Melhor Comédia no Tiburon International Film Festival 2009 de San Fancisco, EUA. (categoria: pipoca)


 “Chef's Table” série criada para o Netflix por David Gelb (diretor de Jiro Dreams of Sushi” Dinamarca, 2011) porque comemos com os olhos também! A nova série original da Netflix "Chef’s Table" vai mostrar o trabalho e vida de grandes Chefs pelo mundo. Os chefs são Massimo Bottura (Osteria Francescana em Modena, na Itália), Dan Barber (Blue Hill Restaurant na Stone Barns and em NY, nos EUA), Francis Mallmann (El Restaurante Patagonia Sur em Buenos Aires, na Argentina), Niki Nakayama (N/Naka Restaurant em Los Angeles, nos EUA), Ben Shewry (Attica Restaurant em Melbourne, na Austrália) e Magnus Nilsson (Fäviken em Järpen, na Suécia). (categoria: pipoca)


“Sukalde Kontuak” ou “Secretos de Cocina” é uma produção basca de Aitzpea Goenaga (Espanha, 2009). O filme que segue em ritmo de comédia, começa em uma escola de culinária, onde todos estão chorando incontrolavelmente, por conta da cebola. Sãoseis estudantes do último ano, os futuros chefs: Alberto, um imigrante boliviano com traços indígenas; Piras, um jovem forte; Ikerne, uma jovem pueblo, moderna e saudável; Galder, o mais velhor do grupo, um homem perdido; Xalba, o corajoso surfista da turma e Stephanie, uma jovem que é forçada por seus pais, donos de um pequeno restaurante a estudar gastronomia. Tarefa do professor, Juantxo, colocar algum fundamento na cabeça dessa incorrigível turma. (categoria: pipoca)


“Cafe Chavalos” documentário de Alberto J. Chamorro (Nicaragua, 2008). Trata-se de um filme de cunho social que mostra que a cidade mais antiga da Nicaraguá, Granada, apesar de sua beleza costeira e arquitetura colonial, está atolada em desemprego, pobreza e violência. É a cidade mais pobre da América Central, onde 80 por cento da população sobrevive com menos de US $ 1 por dia. As pitorescas ruas estão repletas de crianças (chavalos) que sucumbiram ao crime e dependência de drogas. A droga mais usada devido à sua disponibilidade e acesso é a cola que os garotos cheiram pelas ruas. Sem meios de receber educação e aprender habilidades básicas para encontrar um emprego, essas crianças são deixadas sem nenhuma opção e nenhuma esperança. “Café Chavalos” segue Orlando, Oscar, Juan Carlos e Moises, na tentativa de reabilitar suas vidas através de um programa chamado Café Chavalos - uma escola de culinária, restaurante e centro de reabilitação. Em suas jovens vidas, eles têm suportado o uso de drogas, violência de gangues, abusos e suicídios em família, mas milagrosamente encontram esperança por meio do programa. Eles aprendem a cozinhar, servir mesas e gerir uma empresa. No entanto, durante o curso de sua própria jornada, o Café é executado em problemas financeiros, perde o chefe de cozinha e é forçado a fechar. Como isso afeta os meninos? Será que o Café reabrirá? E, eles vão continuar? O cineasta Alberto Chamorro documenta a pobreza e as vidas desses chavalos com compaixão, respeito e objetividade. Através de suas observações, ele testemunha a transformação não só dos meninos, mas de uma cidade que foi definida mais pela sua circunstância do que pela sua beleza. (categoria: abacaxi)


“Better Seeds” documentário de Micha X. Peled (EUA, Índia, 2011). A cada 30 minutos um agricultor na Índia se mata porque ele não pode mais sustentar sua família. “Sementes amargas” é um documentário vívido, rico e profundo que nos leva a uma aldeia indígena no centro da crise suicida para explorar o que está por trás de estatísticas chocantes. A biotecnologia está mudando a maneira como a agricultura é feita em todo o mundo. Os defensores acreditam que a "Nova Revolução Verde" é a única maneira de fornecer alimentos suficientes para a crescente população do mundo enquanto os adversários levantam preocupações ambientais e temem que os OGM passe a conduzir os pequenos agricultores da terra. Este documentário explora essa controvérsia - a partir de uma aldeia na Índia que utiliza sementes geneticamente modificadas para agências governamentais dos EUA que as promovem. (categoria: abacaxi)


“Hungry Hearts” filme de Saverio Costanzo (Itália, 2014) traz uma polêmica para reflexão, o drama vivido pelo jovem casal Jude e Mina. Ele americano e ela italiana se conhecem em uma situação inusitada, ficam presos no banheiro de um restaurante chinês em Nova York. Eles se apaixonam, se casam, e vão viver num pequeno apartamento naquela cidade. Mina engravida e a partir daí as coisas tomam rumos angustiantes. Com o nascimento prematuro do filho e a crença, por parte de Mina, de que a criação é especial e que o bebê deve ser cuidado e alimentado de maneira, mais purista possível, a mãe superprotetora e inexperiente resolve alimentar o filho somente com alimentos que ela mesma cultiva no terraço do apartamento, com isso a criança desnutrida passa a ser o pivô de discussões e desencontros entre o casal, situação que evoca questões éticas e reflexões acerca de crenças e racionalidade. Os jovens atores Adam Driver (de “Enquanto somos jovens”) e Alba Rohrwacher (de “Um sonho de amor”) foram premiados com a Coppa Volpi no Festival de Cinema de Veneza 2014 por suas interpretações neste drama. (categoria: abacaxi)

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