sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

No mundo de 2015: Soylent de Rob Rhinehart.

(Foto by hypescience.com)

Qualquer semelhança com o filme de Richard Fleischer (EUA, 1973) é mera coincidência. Mas eu não poderia deixar de fazer um trocadilho com o título, até porque a ficção científica sempre traz a realidade e o futuro à tona muito antes de tudo rolar, exemplo disso, entre tantos outros, são “Os Jetsons” série para TV produzida pela Hanna-Barbera em 1962, onde muitas das coisas apresentadas fizeram e fazem parte do nosso dia a dia desde o século passado.

Então, se analisarmos como o Homem tem tratado o planeta, como nossos recursos naturais estão sendo reduzidos, alguns já bem escassos, se refletirmos sobre a forma como as leis de mercado norteiam nossa cadeia produtiva, podemos pensar que em pouco tempo, talvez em algumas décadas, a questão da segurança alimentar, pauta dos governos e das Relações Internacionais atuais, será de fato nosso maior problema.

Como alimentar uma população que tem crescido em quantidade e longevidade e que por tanto, necessita(rá) de mais comida?

Será mesmo que a solução para isso seja o Soylent desenvolvido pelo engenheiro de software americano Rob Rhinehart? – Quero acreditar que não!

Inspirado no filme Soylent Green (que no Brasil recebeu o título de "No mundo de 2020"), Rhinehart batizou seu suplemento alimentar do futuro com o nome de Soylent. O produto tem gerado críticas no mundo todo, mas também tem recebido apoio em especial do público jovem masculino que se liga em tecnologia e que acha que “cozinhar do zero” é perda de tempo. 

Modismos ou não, o momento é de comentários de gastrônomos, gastrologos, nutricionistas, profissionais da saúde, etc., além da experimentação de Chefs e artigos de especialistas. Já o filme (que faz parte da nossa lista de “Filmes que são uma delícia”) é fantástico, com argumento para lá de convincente e assustador,  mas para entender o que estou dizendo você terá que ver o filme e tirar suas próprias conclusões.

Para quem cozinhar é uma atividade prazerosa e afetiva, imaginar alimentar-se de um pó que misturado à água se transforma num líquido bege, levemente adocicado, não atraí em nada seu consumo. A comida tem uma força simbólica significativa que reflete em muitos aspectos o comportamento humano, revelando algumas sutilezas contidas no caráter de cada um de nós, já o ato de cozinhar é um ato que aproxima as pessoas, possibilita os relacionamentos e nos difere dos animais.

Eu continuarei cozinhando. E você?

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