quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Retrospectiva 2014... as receitas que fizeram sucesso no blog.

(Imagem manipulada a partir de foto do Google Imagem)


O blog que começou em junho passado anda bem movimentado... temos receitas e posts campeões de acesso, por isso resolvi fazer uma retrospectiva com indicação das receitas mais acessadas para que os nossos novos visitantes tenham uma idéia das delícias que podem encontrar aqui.

Além das receitas, você vai encontrar muita história, dicas bacanas de filmes da categoria food & wine films e muitos livros de gastronomia e afins. Conheça também a nossa fanpage e fique por dentro das novidades do Cozinha da Meg Mamede.


Espero que goste da seleção!



Top 1 - Sabores e aromas da roça I.
Dia desses li em algum lugar que os jovens de hoje não gostam desses doces caseiros, tipo compotas e doces apurados que nossas avós e mães faziam. Alguns dizem tratar-se de doce de velho. Eu discordo! Tudo bem que não sou jovem, mas sempre gostei dos doces feitos de frutas, aquelas que davam aos montes nos pomares e quintais das casas e que eram muito bem aproveitadas para adoçar paladares dos mais requintados aos mais simples.


Tem amigos que são realmente especiais e capazes de demonstrar carinho e afeto em tudo que fazem, esse é o caso da amiga Rose, uma bonita ruiva de olhos claros que vive Sampa. Ela sempre impressiona pela delicadeza e mimo com que recebe os amigos em casa. Criativa, ela tem um talento todo especial quando se trata de manualidades e cozinha, prova disso é que sempre cometíamos o pecado da gula quando íamos a casa dela. Dia desses vi no facebookum bolo lindo. Feito por quem? Pela Rose. Não tive dúvida pedi que ela me enviasse a receita e as fotos para que eu pudesse postar aqui no blog, coisa que gentilmente ela atendeu demonstrando mais uma vez o ser humano generoso que é. Saudades da sua companhia e daquelas tardes leves em que nos alimentávamos de arte e dos seus quitutes.   

Outra sobremesa muito fácil de fazer e que encanta a todos pelo perfume, sabor e beleza é esse mousse de limão siciliano servido na casca do cítrico, aliás todo o charme está no uso da casca (o mesmo pode ser feito com o maracujá).


Top 4 - Tortilla de Patatas, quem não gosta?
Logo que retornei ao Brasil há exatos quatro anos estive matando as saudades de muita coisa, entre elas: a comida da mamy, a salada de agrião – que só comia em Portugal, já que no País Basco o mais parecido que encontrei foram canónigos – mas em seguida comecei a sentir  falta dos hábitos do País Basco, em especial a tortilla de patatas que nosso anfitrião Joseba do Bar Samaná em Orduña fazia com maestria. Essa tortilla de patatas que lembra a omolete que a minha mãe faz – na qual costuma acrescentar cebola –, é algo antigo na história da culinária.

Para quem tem intolerância à lactose esta receita é uma boa opção. A cor, o sabor e o perfume do capim limão ou capim santo (não confunda com erva cidreira) fazem desse brigadeiro um charme. Os pontos do brigadeiro para comer de colher ou enrolado são os mesmos do brigadeiro de leite condensado tradicional, o que muda um pouco é o tempo no fogo, pois a receita leva uma xícara de soja tradicional (o que convencionamos chamar de leite de soja) para bater o capim-limão, por isso ele fica mais líquido e o ponto demora um pouco mais para ser atingido.

Aniversário é sempre motivo de comemoração, mesmo que com certo atraso. Neste domingo fiz um almoço familiar para comemorar mais uma primavera do marido. Sorte que éramos poucos, apenas quatro pessoas, caso contrário talvez eu não entregasse os pratos em tempo. Gosto de cuidar de cada detalhe, da compra dos ingredientes frescos e de qualidade ao tempo de preparo entre um prato e outro, por isso fui para cozinha cedo. Com exceção do meu ovo poché, que perdi o ponto do primeiro e nem tentei fazer mais, mudando para opção de preparar o ovo numa frigideira bem quente e uma gota de azeite, o resto saiu como eu esperava, todos aprovaram e ficaram muito satisfeitos.

Finger food na tradução significa “comida para comer com as mãos”, a principio sem talheres, mas em muitas situações é necessário ter palitos, pequenas colheres e/ou garfinhos.  Esses mimos culinários em pequenas porções (e por vezes porções únicas) têm ganhado o mercado.  Tenho visto essa opção em coquetéis, eventos e recepções, especialmente onde há grande número de pessoas circulando pois permite que os convidados possam movimentar-se pelo espaço e interagir com os demais, diferente de um evento formal, jantar com assentos marcados ou coisa do gênero.

Nem todo mundo gosta de salada, especialmente as crianças. Isso é uma questão cultural que depende de hábitos alimentares e produção local, além do que trazemos conosco uma forte inclinação à cultura da carne (caça e pesca) herança dos nossos antepassados pré-históricos. A alimentação rica em vegetais e legumes que temos hoje é fruto de uma revolução na cozinha e tornou-se mais conhecida e explorada a partir do crescimento do vegetarianismo no mundo e a difusão dos seus benefícios.

Para quem gosta de carne macia e saborosa há alguns cortes interessantes, mas se você não conhece os cortes, o ideal é comprar em um açougue de sua confiança para garantir a qualidade da carne pois a forma de cortá-la e prepará-la pode mudar tudo, tornado-a ressecada, dura e sem sabor. Tambén não se deve temperar a carne com muito sal e antecedência, o sal desidrata a carne. Salgar a carne era um modo de conservá-la quando ainda não havia geladeira, essa opção foi muito utilizada durante as longas viagens marítimas, expedições exploratórias e viagens de tropeiros que faziam viagens pelo país e precisavam de provisões para os longos períodos nos mares e picadas. Hoje o sal pode ser posto ao gosto do comensal, o ideal é colocar o mínimo ou nada. Outra dica é trocar o sal refinado pelo sal grosso e moê-lo na hora (ou o sal marinho).

Mama mia! Como é bom um prato de macarrão e amigos reunidos. Macarrão lembra os domingos na casa dos meus pais, era o prato do dia juntamente com o frango assado, podia ser espaguete, parafuso, talharim ou rigatoni não importava o formato, o mais importante era o sabor. Com o passar dos anos experimentei outras coisas e sabores mas aquela memória passada não se apaga apenas recebe outras contribuições e às vezes se transforma.  Quem nunca comeu macarrão assistindo o programa do Silvio Santos nas décadas de 70, 80 e 90 que atire o rolo de massa.

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