quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Mudança de hábito não é coisa de freira.

Mudança de hábito não é coisa de freira, com um trocadilho infame como este tenho que me explicar, afinal isso aqui é um blog de cozinha! Na verdade a essa altura da vida ter que fazer uma reeducação alimentar é duro, ainda mais quando descobrimos todas as maravilhas da cozinha, os sabores dos alimentos e a gama de combinações possíveis.

Adoro derivados de leite, em especial os queijos. Amo vinho e aprendi a apreciar os cogumelos meio tarde, as oleaginosas: castanhas, nozes, amêndoas, etc., são paixão antiga, lembro dos pacotinhos de castanha do Pará com casca que meu pai trazia para casa na época do Natal e eu adorava quebrar na porta da cozinha ouvindo os estalos da casca se partindo. Ah! Os doces e sobremesas, estes são um capítulo à parte, uma prova de fogo para quem já foi chocólatra. Hoje meu mundo caiu! Tudo o que gosto e que foi citado anteriormente foi tirado de mim. Quanto drama né? Na verdade uma medida emergencial que aos poucos sofrerá ajustes que possibilitarão que eu possa voltar a degustar tudo isso sem sofrimento.

Hoje decidimos, meu marido e eu, junto de uma profissional da nutrição que a nutrição funcional deverá orientar nossos sentidos e estômago nos próximos meses e quem sabe para o resto da vida. Só quem tem ou teve algum problema de origem gastrointestinal como eu  e passou apuro correndo atrás de um banheiro sabe do que estou falando. A coisa é muito séria: enjoos, enxaqueca, dores abdominais, gases, inchaço do estomago e barriga e diarreias constantes, podem ser, e no meu caso são problemas causados pela intolerância alimentar para com o leite e seus derivados e sua combinação com açúcares.  Há problemas mais sérios como a Doença Celíaca ou intolerância ao glúten e as alergias pontuais com a ingestão de morango, camarão, frutos do mar, etc.. Em qualquer uma dessas situações o sinal de alerta deve estar ligado sempre! Aquele momento fugaz de gula ou o emprego da velha desculpa “ah, só um pouquinho não vai fazer mal” devem ser freados para evitar problemas maiores e garantir a qualidade de vida.

Exercícios físicos regulares também são bem vindos e necessários, esse é o meu “tendão de Aquiles”, nunca gostei da prática de exercícios, mas caminho com frequência e já é um começo, confesso que não quero ser tão xiita, mas vou me esforçar.   

Daqui a menos de um mês farei 46 anos e a essa altura da vida sabemos que para viver bem é necessário abrir mão de algumas coisas, quebrar alguns preconceitos e, sobretudo, não ter medo das mudanças. Neste caso a mudança vai ocorrer na minha cozinha e vai se refletir nas minhas receitas e espero com isso poder ajudar outras pessoas que, como eu e meu marido, têm que “mudar de hábito” sem perder o sabor e a alegria ao comer  um alimento ou experimentar uma receita nova.

Inicio essa jornada com a indicação de alguns livros adotados por amigos nossos que já conhecem e fazem uso cotidiano das maravilhas de uma cozinha mais natural, com menos ou sem açúcar algum e por isso mesmo muito mais saudável.

Boa sorte para nós!


Livro: Natural Sobremesas - Simples, Saudável e Saboroso

Autor: Alain Ducasse

Editora: Senac

Neste livro, o celebrado chef Alain Ducasse apresenta sobremesas naturais, gostosas e saudáveis, que permitem redescobrir os sabores das frutas sazonais, só incrementadas com um pouco dos açúcares naturais, de mel ou de xarope de agave. Por meio de receitas leves e fáceis de executar, mostra que é possível usufruir o prazer do sabor doce sem recorrer aos diversos tipos de açúcar ou de adoçante industrializado, e sem abrir mão das vitaminas e sais minerais que os açúcares naturais contêm.





Livro: Lugar de Médico é na Cozinha

Autor: Alberto Peribanez Gonzalez

Editora: Alaúde

Este livro mostra que a chave para a saúde pode estar bem à mão, nos alimentos da horta e do pomar, dentro da sua própria cozinha. Com base em extensa pesquisa científica, o autor lança a alternativa da alimentação viva, empregada já por povos sadios da Antiguidade, propondo a transformação de hábitos nocivos arraigados em atitudes conscientes de saúde.






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